Um Game sobre garotas – Que não é só pra garotas

Hoje eu quero falar sobre games.

Ah, não gente eu não sou uma girl gamer sensual.

Na verdade eu não sei se isso existe, dizem que não.

Há um tempo eu curto um game muito interessante chamado Skullgirls, a arte do jogo é fantástica e eu amei a trilha sonora, que em sua maioria é Jazz.

Sim eu tenho espírito de uma velhinha, me julguem, eu curto Jazz, e eu gostaria muito de ter a voz de Ella Fitzgerald.

Mas voltando, a arte e a trilha sonora são incríveis, embora a história do jogo seja absurdamente simples, quem tá acostumado com games mais complexos ao estilo Legend Of Zelda, RPGs e MMORPG entre tantos outros, pode achar o negócio meio… chocho.

88cc33070814389afe8030ecfea23802
Foto: Divulgação

Sim, vamos a história do jogo:

A lenda fala sobre um artefato antigo e poderoso, capaz de tornar desejos de jovens mulheres em realidade, porém, há um preço alto a se pagar, o artefato é muito poderoso e caso ele perceba que o seu coração é impuro, por mais que seu desejo seja digno, você será amaldiçoada, seu desejo se tornará seu pesadelo, viverá uma vida de brutalidade, juventude eterna e seu amor perdido será ressuscitado, mas viverá como um morto-vivo.

Várias jovens por todo o mundo procuram pelo artefato denominado ”Skullheart”, e centenas delas já sucumbiram perante seu poder, aquelas consideradas impuras, se transformaram em instrumentos temerosos de seus próprios desejos, uma pálida e encantadora tempestade, um pesadelo gracioso, a ”Skullgirl”

Pois é, não é como se fosse ganhar o prêmio por melhor roteiro, mas vamo que vamo, por que o jogo em si é ótimo!

Reino Canopy 

O Reino é governado pela família real Renoir, e segundo a história é uma gigantesca terra em contínua expansão, com incríveis paisagens que contratam com lugares aonde o desespero e a desigualdade estão presentes, as campanhas de guerras impiedosas do rei tiveram como resultado uma grande explosão tecnológica e cultural, porém, construido sobre graves sacrifícios éticos e morais.

tumblr_static_b5bweaxooso4oco8woo4ss8wc_640_v2
Reino Canopy – Cenário do Jogo.

E a sete anos antes dos atuais eventos, a Rainha Nancy encontrou a Skullheart e desejou a paz, porém, se transformou na mais poderosa e brutal Skullgirl de todos os tempos, diante disso as três nações da historia tiveram que parar com as guerras, se unir e derrotar a antiga rainha. Seu desejo de paz, ainda que frágil, foi concedido, depois de seu falecimento.

Médici 

Enquanto os Renoir dominam Canopy, os Médici dominam o submundo, sob a fachada de uma família nobre e generosa.

Lorenzo é o patriarca da família e comandou os negócios por muito mais tempo do que qualquer um pode se lembrar, porém, desapareceu sem deixar vestígios deixando seu filho Vitale em seu lugar. Habilidoso com os negócios desonestos de sua família, ele consegue tremendo êxito com os negócios legítimos, porém, age com cautela ao tomar medidas pouco honestas ao seu favor. Além disso, financia o Cirques des Cartes, e mantém uma particular influência sobre Cerebella sua filha adotiva e executora favorita.

New Meridian

07_newmeridianstagefinal

A cidade mais importante do reino de Canopy e o cenário de atuação do jogo. Uma cidade de arte, cultura e sofisticação, e faz papel de anfitriã para receber humanos e selvagens de todos recantos do mundo. Seu famoso bairro Little Innsmouth é um lugar de grande número de selvagens e um exemplo de gastronomia, enquanto a classe alta vive no bairro próximo de Maplecrest.

O laboratório anti – skullgirl é uma instituição de investigação ultrassecreta criada a muito tempo atrás, quando o rei dava prioridade aos avanços científicos. Fundada pelo Dr Geiger, foi financiada pelo governo Canopian com a esperança de entender a natureza das skullgirls. Por muito tempo, eles criaram armas e guerreiros capazes de enfrentar a ameaça, mas muitos dos súditos foram sacrificados durante as experiências. Um exemplo disso é Painwheel, uma estudante que após tantos experimentos se tornou desequilibrada e perigosa.

54202199e90b84ddf5469390b247ef0f

Depois de perder sua mulher, por culpa da skullheart na grande guerra, a consciencia do rei se tornou mais forte, e ele decidiu cancelar os experimentos. Após seus desaparecimento os experimentos voltaram a se por em marcha e a falta de supervisão permitiu aos cientistas, realizar experimentos mais do que questionáveis. Uma de usa últimas criações Peacock, se converteu em uma arma terrível e perfeita para deter a skullgirl. Mas a que preço?

Essa é a historia e o mundo acerca do game , o jogo possui até então, 13 personagens e em sua grande maioria mulheres, o visual de todas elas é muito legal e bem planejados, os traços lembram os antigos cartoons principalmente no visual de Peacock, cujo poder se estende a matar seu adversário das formas mais típicas dos desenhos animados com pianos caindo em cima deles e tudo o mais, e as duas personagens que mais gostei foram de Miss Fortune e Painwheel, essa última sendo minha favorita, embora tenha comandos de jogo um pouco complexos ainda. Miss Fortune é uma neko-girl e é um dos personagens mais fáceis de jogar e mais fortes, ainda que eu não curta muito a historia dela.

b4187abeb39046b67bef68f5f15a32ad
Painwheel

Espero que tenham gostado, e que queiram jogar.

Resolvi não colocar tudo sobre o jogo por que ficaria um post extremamente longo.

De qualquer maneira, caso queira, pode também visitar o site do jogo, lá tem vídeos e informações adicionais e cada personagem, embora, infelizmente não tenha a versão em português.

Uma Haidy-sensei que tem saudades do seu Master-System III , da SEGA.

Até mais .

 

Anúncios

Aos 26

Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por Onde Andei – Nando Rei

Se alguém me perguntasse, se de fato há vida após a morte, eu não saberia dizer ou explicar da forma mais ”kardeciana” que se pode esperar, eu apenas posso dizer, senhor ou senhora leitora, que eu, no alto dos meus quase 26 (falta menos de 30 minutos para meus 26 anos), já morri muitas vezes.

Provavelmente você deve achar que:

a) a moça que vos fala é mais uma pseudo-espiritualista em busca de atenção.

b) ok, ela está chapada.

Ah, não, creio que não sou a única que morreu várias vezes sem precisar de fato estar morta, sim, há tantas cruezas e decepções no mundo, que julgo quase impossível que alguém passe por essa vida, sem morrer no mínimo umas 4 vezes. Pois é.

miss thing haidy sensei

Você morre ao perder um grande amor, morre ao passar por experiências traumáticas, como acidentes quase fatais ou situações de extremo perigo, você morre quando alguém que você ama muito, morre de fato. Digo que você morre, por que você nunca mais será o mesmo, os sorrisos mudam, a forma de encarar coisas, situações e pessoas, mudam. Você morre e renasce, para ser mais forte. E mais feliz, quem sabe.

Sabe aquele menino que vai para as guerras do mundo? Ele morre em campo de batalha, que o destino o guarde na palma da mão e o traga de volta inteiro, mas, mesmo assim, ele está mudado, a inocência morre.

E na nossa vidinha tão pacata. isso acontece também.

Acho que a primeira vez que eu morri, foi lá pelos 19, minha avó, uma segunda mãe para mim, foi diagnosticada com câncer, e se você quer saber a minha opinião, creio que câncer é o sofrimento mais desnecessário do universo, se existe alguém lá em cima, me deve algumas explicações com relação a isso. O diagnóstico caiu feito uma bomba no nosso pequeno núcleo familiar, afinal há muitos casos de câncer na família, e ninguém sobreviveu. Era como se a sentença já tivesse sido dada. Mas mesmo assim, somos de uma persistência e teimosia admirável e por vezes incômoda. Resolvemos lutar, não havia muitas opções.

Fui jogada em um mundo totalmente adverso ao meu.

Sou filha única de uma admirável mulher que sempre exigiu minhas boas notas e organização em casa, e um homem tão admirável quanto, ex militar e muito rígido. Pra ter uma ideia, olhar o armário de meu pai me dá um senso de vergonha incômoda, minha mente é um caos, meu guarda-roupa e quarto refletem muito bem isso. Sendo assim, apesar de cobrada sempre fui muito protegida. Ter de ser responsável por outra vida além da minha (que na real eu nem era 30% responsável ainda) foi algo que me deu muito medo, afinal, era uma situação delicada, um deslize e nenhum pedido de desculpas sanaria toda a dor e culpa que eu pudesse vir a ter. Mas fui em frente.

Claro que mais tarde, minha mãe viria em meu auxílio.

Com o tempo alimentei esperanças de que minha avó poderia vir a ser uma exceção a regra, ela parecia se fortalecer com o tratamento e nossos cuidados. Mas a garota de 19 que já havia morrido antes de chegar, morreu um pouco mais, quando os médicos disseram que sua avó não resistiria a mais uma seção de quimioterapia.

Foi um golpe, na verdade vários, por que me senti um débil lutador de boxe em um ringue aonde o meu adversário era o choro 24 horas contido. Eu tinha medo que ela me ouvisse chorar e entendesse tudo, sem que eu falasse nada.

E em 4 de novembro, a garota morreu de vez, junto com a avó.

miss thing haidy sensei 1

É meio dramático, mas totalmente realista. Creio que o meu eu de 19 olharia meu eu de 26 (sim, já é meia-noite) e diria: – Uau, você ficou realmente séria e até um pouco chata.

Pois é, “Eu de 19” vamos apanhar bastante, morrer e renascer bastante até os 26.

Apesar de esse ser um dos eventos mais traumáticos da minha vida, eu tive uma série de outras experiências que me fizeram entender o mundo de uma maneira que provavelmente eu não entenderia antes. Acho que isso acontece com todo o mundo, apesar de ser bem desagradável. Mas isso me serviu para muitas coisas, e a principalmente não me deixar abater.

Creio que a minha última ”morte” até agora, foi a alguns dias atrás.

Alguém que eu não sabia o quanto era importante também se foi, não foi um luto tão grande quanto o que o de minha avó têm sido, mas me serviu pra entender que a vida é frágil demais, repentina e inesperada demais. A vida não é uma mãe sábia e cheia de conselhos. É mais uma professora medieval que só te dá tapa na cara. E sim, o jeito é enfrentar.

Faz nove minutos que eu tenho 26 anos e sinto que meu coração está idoso. Seria normal?

Bem eu creio que eu deveria dormir, e deixar que você, senhor ou senhora leitora desses devaneios absurdos, entenda o que quero dizer.

Até logo.

Uma Haidy não muito Sensei, no momento.

P.S.: Até o fim dessa edição, Haidy-Sensei lembrou que as coisas nunca são tão ruins, afinal tem duas mães, dois pais, e um amor que provavelmente durará a vida inteira.

Resenha : Pegando Fogo

 

Creio que o espectador teria uma visão muito mas ampla do filme caso os tradutores parassem com a inexplicável mania de colocar títulos esdrúxulos na maioria dos filmes, afinal, “Pegando Fogo” tem como título original “Burnt” que no sentido literal da palavra seria “Queimado”, que é basicamente o que Adam Jones interpretado por Bradley Cooper, é no momento atual em que se passa o filme.

miss thing haidy sensei blog pegando fogo

 

Título no Brasil: Pegando Fogo

Título original:  Burnt

Duração: 101 min

Estreia: 03 / Dezembro / 2015

Diretor : Jhon Wells

Elenco : Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Omar Sy, Emma Thompson, Uma Thurman e Matthew Rhys

Sinopse: Pegando Fogo é uma história emocional e divertida sobre o amor pela comida, o amor entre duas pessoas e a força das segundas chances.

O Chef Adam Jones (Cooper) tinha tudo – e perdeu. Um rockstar vencedor de duas estrelas Michelin com maus hábitos para acompanhar, o então enfant terrible da cena gastronômica parisiense fazia tudo sempre diferente e só se preocupava com a emoção de criar explosões de sabores, deixando os outros à mercê do seu temperamento igualmente explosivo. Para recuperar sua própria cozinha e ganhar aquela tão sonhada terceira estrela Michelin, ele vai precisar da ajuda dos melhores entre os melhores, inclusive da bela Helene (Miller).

burnt-movie-759

A lenda urbana que dita que os grandes e talentosos chefs de cozinha possuem um gênio do cão é bem presente no filme, Adam, um dia foi considerado um chef genial e talentoso, e foi tratado como um astro do rock, sendo muito jovem, não aguentou a pressão, entrou “em parafuso” e fez muita besteira, prejudicando a si mesmo ,e pessoas importantes para ele.

Assim, ele passa um tempo longe dos holofotes, se auto punindo em Nova Orleans, descascando um milhão de ostras. Ao término de sua punição, resolve voltar, com a cabeça um pouco mais forte, e com o objetivo de conseguir sua terceira estrela Michelin.

O problema, é que Adam ficou muito tempo fora, a cozinha é outra, a gastronomia se renovou, e ele é tratado como “velha guarda”. Assim, com sua personalidade teimosa, turrona e arrogante, fica difícil abrir mão de suas “crenças culinárias”, se renovar e ganhar sua estrela.

Mas nem tudo gira em torno de Adam Jones (ainda que ele ache isso) desde seu novo time de ajudantes talentosos, até seu grande adversário, Reece, possuem problemas e demônios internos que precisam superar.

pegando fogo cena  haidy sensei miss thing

Creio que o filme poderia ter sido melhor, claro que poderia afinal, estamos tratando com um elenco respeitável, Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Omar Sy, Emma Thompson, Uma Thurman e Matthew Rhys, ou seja, senti como se tivessem colocado Os Cavaleiros do Zodíaco, os de Ouro, pra lutar contra a Equipe Rocket de Pokémon. Ou seja: colocaram pessoas extremamente talentosas em uma trama não muito aprofundada, ainda que, em minha opinião tenha sido boa e até divertida.

Com relação a fotografia ninguém tem do que reclamar, bem o estilo “masterchef” volta e meia deparamos com o enquadramento de pratos visualmente atrativos e com os bastidores da cozinha de alta gastronomia, com direito a Adam perdendo as estribeiras quase sempre e dando uma de professor Terence Fletcher (Whiplash) e jogando pratos e panelas para todos os lados.

Basicamente, Pegando Fogo, tem como objetivo abordar sobre obsessão, perfeição, egocentrismo e autoconfiança, o que é benéfico e o que vale a pena ao buscar seu sonho e a sua redenção.

om24ea1w0zqg8hurhvfg.gif

Você já assistiu ao filme?

Se assistiu, o que achou?

Haidy-sensei.

[Resenha]: A Menina Da Neve

A Menina de Neve, de Eowyn Ivey, é drasticamente inspirado em um antigo e tradicional conto russo, datado do século XIX, chamado Snegurochka, que em tradução livre, seria algo como “donzela de neve”. No conto russo, Snegurochka é a neta de Ded Moroz, uma variação russa de Papai Noel, porém, o único que possui uma personagem feminino com auxiliar.

Existem duas versões da lenda original, mas em nenhuma delas a história acaba bem, ou Snegurochka vai embora, ou escolhe ser uma mortal, e acaba morrendo.

a-menina-da-neve_1

A MENINA DA NEVE
Autor: Eowyn Ivey
Editora: Novo Conceito
Páginas: 352

Sinopse:

Alasca, 1920: um lugar especialmente difícil para os recém-chegados Jack e Mabel. Sem filhos, eles estão se afastando cada vez mais um do outro. Em um dos raros momentos juntos, durante a primeira nevasca da temporada, eles constroem uma criança feita de neve. Na manhã seguinte, a criança de neve some. Dias depois, eles avistam uma criança loira correndo por entre as árvores. Uma menina que parece não ser de verdade, acompanhada de uma raposa vermelha e que, de alguma formam consegue sobreviver sozinha no frio e rigoroso inverno do Alasca. Enquanto Jack e Mabel se esforçam para entender esta criança que parece saída das páginas de um conto de fadas, eles começam a amá-la como se fosse sua própria filha. No entanto, nesse lugar bonito e sombrio, as coisas raramente são como aparentam, e o que eles aprenderão sobre essa misteriosa menina irá transformar a vida de todos.

Lendas a parte, o livro A Menina Da Neve, conta a historia de Jack e Mabel, um casal em avançada idade que se afastaram do mundo após a perda de um amado e esperado filho natimorto. Tentando viver no frio e perigoso Alasca, ambos não tem mais muitas expectativas sobre a própria vida e nas primeiras páginas, percebemos que eles apenas “existem”, aos poucos a tristeza e o sofrimento individual acaba por deixá-los frios e distantes.

Confesso que no primeiro capítulo eu achei a narrativa densa, pesada, triste e sombria, e apesar disso, e considero isso um ótimo sinal, não é qualquer escritor que consegue passar exatamente todo esse conjunto de sentimento contido em um personagem, que no caso, é Mabel. Ela é densa, complexa e me deixou com a sensação de estar me afogando em melancolia, como ela. Já Jack, apesar de passar a mesma tristeza, não é como uma tristeza melancólica, e sim algo mais próximo do ressentimento e da amargura.

images-of-snow-3

Então, uma noite, em um raro momento de convívio entre os dois, eles brincam na neve, e fazem uma boneca. Ambos se dedicam tanto a tarefa a ponto de esculpirem um rosto e colocar um cachecol e um casaco.

É no dia seguinte que começa a tortura dos personagens e a do leitor.

Jack vai ao celeiro, e descobre que a boneca derreteu, porém, as roupas da boneca desapareceram, dias depois uma menina aparece nas proximidades da casa, e pouco a pouco se aproxima deles.

Jack e Mabel não tem muitos vizinhos, de modo que eles não sabem realmente de quem a menina pode ser filha e a única família com a qual eles interagem, não sabem lhe dizer nada sobre a menina. E esse já é um ponto de mistério, em um dado momento você se pergunta se a menina realmente existe, ou se é apenas um delírio conjunto de um casal emocionalmente instável. E se ela existe, quem são os pais? Será que é humana? Afinal, ela sempre aparece durante o inverno, e desaparece logo quando a primavera chega, então, Mabel se convence de que a misteriosa menina é ninguém menos que a neta de Ded Moroz, a donzela da neve, Snegurochka, ou Faina, como ela diz que se chama.

Será mesmo?

Loucura ou não, A Menina da Neve é um livro de suspense incrível, em que você montará inúmeras teorias, e só poderá decifrar todo o mistério na última página.

Tudo o que eu digo é:

Leiam! É uma história linda, cheia de mistério, que pode nos ensinar muito sobre como é amar, mesmo em tempos tão tempestuosos.

E vocês? já leram esse livro?

Haidy-Sensei.

O Legado de Alice

Splintered – O Lado Mais Sombrio, em português, propõe-se a uma releitura do clássico conto de Lewis Carrol, mas de uma maneira mais sombria e escrita para o público jovem/adulto. A.G. Howard, autora do livro, deixa de lado Alice e coloca como personagem principal, uma adolescente chamada Alyssa Gardner, deixando claro que o legado de Alice não é de fato um dom, e sim uma maldição que acompanha todos os descendentes da família Lidell.

Não é fofinho, e definitivamente não é voltado para crianças, Wonderland é mostrado de um jeito sombrio e psicodélico no estilo Tim Burton, ao mesmo tempo que deixa o leitor em suspenso, sem saber se o que Alyssa narra é fruto de alucinação ou realidade.

Capa Lado Mais Sombrio Haidy Miss Thing Blog Haidy Gonzalez
Capa.

 Título: O Lado Mais Sombrio
Título Original : Splintered
Autor: A. G. Howard…
R$ 16,90 até R$ 34,90
ISBN-13: 9788581633381
Ano: 2014
Páginas: 368
Idioma: português
Editora: Novo Conceito

Sinopse
Alyssa Gardner tem uma vida conturbada, ela ouve vozes de insetos e flores. A garota mora apenas com o pai pois a mãe foi internada e considerada insana e instável, e alegava ouvir as mesmas vozes que Alyssa sabe que são verdadeiras. Em uma das visitas, ela descobre que cada dia sua mãe pior, e que o pai havia concordado com o médico em aplicar um tratamento de choque, o que não apenas poderia transformar sua mãe em outra pessoa, como também poderia matá-la. Para impedir isso, Alyssa terá que mergulhar no obscuro mundo do País das Maravilhas e consertar os erros que a verdadeira Alice deixou pra trás, dessa forma quebraria a maldição sobre sua família. Mas a verdade é que o País das Maravilhas foi totalmente distorcido por Lewis Carrol, e Alyssa vai descobrir um lado sombrio do conto de fadas.

No enredo, Alyssa apresenta ao leitor o seu ”legado”: além de sofrer bullying por ser descendente de Alice, ela carrega marcas física e emocionais do que lhe parece ser uma maldição: as mulheres de sua família sofrem de esquizofrenia e em sua maioria, tiveram fins trágicos.

Tenho menos de duas horas para encontrar meu pai na clínica. Já é uma tradição às sextas-feiras desde o jardim de infância: comprar sorvete de cheesecake e chocolate para tomar com Alison.

Cérebro e coração congelados não são exatamente minha ideia de diversão, mas meu pai insiste que é uma terapia para todos nós. Talvez ele pense que, ao ver minha mãe, ao sentar-me lá onde um dia provavelmente estarei, conseguirei enganar meu destino.
Pena que ele esteja errado.

A mãe de Alyssa está internada em um sanatório e sempre se comporta como o personagem de Alice no país das maravilhas, comendo qualquer coisa em xícaras ou pires. Quando ainda era uma criança, ela tentou matar uma lagarta azul, mas acabou por ferir Alyssa seriamente com uma tesoura de jardim, e desde então, manteve-se internada, e Alyssa carrega ainda as cicatrizes de seu surto.

Tendo que conviver com o fato de ser uma adolescente que sofre constantes episódios de alucinação envolvendo insetos e flores falantes, Alyssa se tornou uma adolescente um pouco arredia, porém com um senso artístico e psicodélico muito aguçados ,para silenciar os sussurros dos insetos e flores, ela os mata e transforma em quadros e mosaicos. Em seu cotidiano ela conta com dois amigos: Jenna e Jeb Holt, esse último, sendo alvo de seu afeto silencioso.

O mundinho louco de Alyssa vai se desintegrando ao saber que sua mãe fará terapia de eletro choque, cujo histórico e óbitos a amedronta, e assim, buscando ajudar sua mãe, Alyssa acaba encontrando a toca do coelho. É aí que a história realmente começa. Mas, se tudo não passa de esquizofrenia, por que diabos Jeb está ali com ela?

Assim se inicia uma aventura tétrica e psicodélica, e um triangulo amoroso entre Alyssa, Jeb e o lendário Morfeu, um rapaz misterioso, sábio, e com um senso não muito apurado sobre altruísmo e nobreza.

Alice.(Alice.in.Wonderland).full.605637
Fan art de Zerochan

Jeb pode ser considerado um cavaleiro de contos de fada, sempre disposto a um último sacrifício por Alyssa, nem que isso custe sua própria vida e segurança, em contrapartida, Morfeu está mais para o estilo ”Jack Sparrow” preferindo jogar a sua maneira e benefício próprio, cheio de armadilhas e subterfúgios. Mas com uma capacidade surpreendente de sacrifício, caso isso seja realmente necessário.

Alice não está te assustando?
Alice você não está assustada?
Eu fui morto ao nascer.
Eu disparei essa ultima cena.
Você está no porão.
Você foi pega numa armadilha de insanidade.
Trecho traduzido de ''Alison Hell'' de Annihilator)

Desses últimos livros que li por esses tempos, esse foi um dos melhores, ainda que ache a premissa de um triangulo amoroso com dois bad boys com tendências de rock stars, algo adolescente demais, os mistérios e suspenses do enredo o torna instigante e atrativo.

Mesmo que tenha entrado no Pais das Maravilhas unicamente para salvar sua mãe, Alyssa se descobre em uma jornada de autoconhecimento, ela é uma garota suspensa entre dois mundos, e precisa encontrar seu caminho. Ainda que isso custe caro.

É isso, gente, se procura uma boa leitura de aventura, suspense e um pouquinho de loucura, O Lado Mais Sombrio, vai lhe satisfazer totalmente.

Hoje, a submarino o oferece por R$ 20,92, de acordo com o site. (para mais resenhas clique aqui)

Espero que tenham gostado, e até a próxima.

Haidy.


Resenha – Sereia de Tricia Rayburn

O problema, é que logo de cara, o título entrega sobre o que se trata. E isso tira um pouco o suspense, pois é …

Ficha Resenha Sereia Miss Thing Blog Haidy

Vanessa Sands, de 17 anos, tem medo de tudo – do escuro, de altura, do mar –, mas sua destemida irmã mais velha, Justine, está sempre por perto para guiá-la a cada desafio. Até que Justine vai mergulhar num precipício uma noite, perto da casa de veraneio da família em Winter Harbor, e seu corpo sem vida aparece na praia no dia seguinte.
Os pais de Vanessa tentam superar a tragédia retornando à vida cotidiana em Boston, mas ela sente que a morte da irmã não foi acidental. Depois de descobrir que Justine estava escondendo diversos segredos, Vanessa volta para Winter Harbor, esperando que Caleb, o namorado de sua irmã, possa esclarecer algumas coisas, mas o garoto está desaparecido.
Logo, não é apenas Vanessa que está com medo. Winter Harbor inteira fica em alvoroço quando outro corpo aparece na praia, e o pânico se instala à medida que a pequena cidade se torna palco de uma série de acidentes fatais relacionados com a água, em que as vítimas são encontradas sorrindo horrivelmente de orelha a orelha.
Vanessa e Simon, irmão mais velho de Caleb, unem forças para investigar os estranhos acontecimentos e, no caminho, a amizade de infância se transforma em algo mais. Conforme eles vão encontrando ligações entre a morte de Justine e a súbita erupção de afogamentos assustadores na cidade, Vanessa descobre um segredo que ameaça seu romance com Simon – e que vai mudar sua vida para sempre.

Vanessa Sands (ou Nessa) se enxerga como uma garota sempre á sombra de Justine, sua irmã mais velha, mas ela nunca ligou, eram muito unidas e faziam quase tudo juntas, mas Justine sempre foi uma esportista talentosa, uma garota muito popular (principalmente com garotos) e corajosa ao extremo, sempre fazendo coisas um pouco radicais, como pular de penhascos. Todos os verões, as irmãs Sands visitam Winter Harbor e vão ver os pôr do sol no Penhasco de Chione junto com Caleb, namorado de Justine, e Simon o ”garoto do tempo” irmão de Caleb. Mas Vanessa é medrosa, ela tem medo de água, de altura, de escuro e de quase tudo no mundo e não pula os penhascos, diante de uma tempestade, Justine pula mais uma vez, e se fere. A mãe das duas após saber por Vanessa, o que ocorreu, as repreende. E essa é a última vez que Justine aparece com vida.

Mas lembrem-se: Vanessa sempre esteve a sombra de sua irmã, sem ela, ela se torna quase invisível e assim ela resolve se afundar nas lembranças de Justine por algum tempo, e por consequência, descobrindo que não conhecia sua irmã tão bem quanto pensava. Então Vanessa volta a Winter Harbor se vê em meio a mais mistérios do que imaginava: Quem Justine realmente era? E por que fez todos acreditarem, por meses, que iria para a Universidade de Darthmout? Aonde está Caleb? E por que vários homens aparecem mortos pelas praias da cidade, todos com sorrisos congelados pela eternidade?

E isso tudo é motivo o suficiente para você querer ler o livro, o problema, como eu já falei, logo de início é que entrega uma porcentagem do mistério, tem muito suspense e no livro, mas o enredo logo de início pode não prender o leitor, é como se a autora, ao escreve-lo desenrolasse lentamente um novelo de lã, á medida que a história flui, até mais ou menos o 4o capítulo. A partir daí a narrativa se torna mais dinâmica.

mermaid_by_elwy_airon-d3ie9om

Os personagens são agradáveis, mas você não se identifica muito com nenhum deles, e o ”Vilão” do livro não faz o heroi brilhar, como deveria. Mas o romance discreto, fluído e natural é uma grande ressalva.

Apesar de ser um enredo muito bom, Sereia é um livro que proporciona entretenimento momentâneo, não instigando o leitor a se lembrar ou ler novamente.

Sereia é o primeiro volume de uma trilogia (talvez série). Sendo assim, espero que o livro seguinte traga uma evolução ao enredo e aos mistérios.

Eu gostei, mas não está entre os melhores da temporada. Infelizmente.

Já leu? Gostou? Qual a sua opinião?

Se não leu, e quer tirar alguma dúvida, comente!

Espero que tenham gostado.

Haidy.

Os Dois Mundos de Astrid Jones

Não é a toa que ”Os Dois Mundos de Astrid Jones” ganhou a maioria dos prêmios dedicados a livros juvenis no ano de seu lançamento, em 2012.

Muito além de ser um livro excelente, é um livro reflexivo em muitos sentidos, todos os personagens são bem construídos, cada um tem seu medo, seu segredo, seu dom e defeito e a personagem principal, Astrid, se vê refletindo e divagando, sobre todos eles.

Ficha Resenha Os Dois Mundos de Astrid Jones

Sinopse:

‘O movimento é impossível.’ É o que Astrid Jones, 17 anos, aprendeu na sua aula de filosofia. E, vivendo na pequena cidade em que mora, ela começa a acreditar que isso é mesmo verdade. São sempre as mesmas pessoas, as mesmas fofocas, a mesma visão de mundo limitada, como se estivessem todos presos em uma caverna, nunca enxergando nada além.
Nesse ambiente, ela não tem com quem desabafar suas angústias, e por isso deita-se em seu jardim, olha os aviões no céu, e expõe suas dúvidas mais secretas aos passageiros, já que eles nunca irão julgá-la. Em seu conflito solitário, ela se vê dividida entre dois mundos: um em que é livre para ser quem é de verdade e dar vazão ao que vai em seu íntimo, e outro em que precisa se enquadrar desconfortavelmente em convenções sociais.
Em um retrato original de uma garota que luta para se libertar de definições ultrapassadas, este livro leva os leitores a questionarem tudo e oferece esperança para aqueles que nunca deixarão de buscar o significado do amor verdadeiro.

Quote Astrid Jones Haidy Miss Thing Blog

Sua mãe quer viver de aparências, diz ser alguém desencanada e mente aberta, mesmo que em algumas situações, não o seja, a irmã caçula, um dia foi sua melhor amiga e companheira, mas não é mais, seu pai está desempregado e quase sempre cheira a maconha, embora acredite piamente que ninguém perceba. Assim, Astrid, para a sua família, é quase invisível.

Em Unity Valley, as pessoas têm por esporte cuidar da vida alheia, aonde convenções sociais muito antigas e aparências são quesitos para você ser popular e se dar bem.

Astrid se considera normal, é uma aluna dedicada na escola, sem ser rotulada de CDF ou nerd, trabalha em uma lanchonete e segue sua vida nos pequenos padrões da cidade, porém, ela guarda um segredo: a namorada, Dee.

Mas Astrid não se mostra um personagem que ”não sai do armário’” por medo, e sim, por dúvida, ela não sabe se ama Dee, não sabe se gosta de meninas, então, ela simplesmente precisa esperar para não magoar ninguém. E enquanto reflete sobre sua sexualidade e sobre o destino que quer para si, Astrid também questiona todo o resto: as aparências, as convenções, os rótulos, as definições e até o amor. Pois para Astrid, o amor não deve ser uma posse, e por isso, ela ama a todos, os passageiros desconhecidos dos aviões que passam, enquanto está deitada na mesa de piquenique, ama as estrelas, e ama pessoas com quem nunca falou. Por não ter amor, ela distribui o seu, para se sentir livre.

Quote Astrid Jones Haidy Miss Thing Blog 2

Foi um livro sensacional em todos os sentidos, uma leitura dinâmica, de linguagem reflexiva e inteligente, sem parecer piegas ou pretensioso.

Não é um livro sobre jovens, apenas, e sim sobre pessoas, e sobre o que realmente é importante: A vida em seu paradigma natural e sem limitações sociais.

Se leu, o que achou? Gostou?

Se não leu, comente suas dúvidas!

Espero que tenham gostado.

Até mais, Haidy.